terça-feira, 9 de fevereiro de 2021

Formação em Pedagogia e Ciência Vocal - Vocologia Prática - Turma 3/2021

AS INSCRIÇÕES PARA A NOVA TURMA DO CURSO DE PEDAGOGIA E CIÊNCIA VOCAL - VOCOLOGIA PRÁTICA, ESTÃO ABERTAS

Olá, aqui é o professor Mauro Fiuza e estou aqui para anunciar a nova turma do meu curso de formação!

A ideia desse curso é unir o que se tem de mais avançado em pesquisas e, principalmente, evidências científicas com diferentes estratégias e abordagens de pedagogia vocal e diminuir o espaço que há entre os estudos e quem está na linha de frente lidando com o cantor. 

Nesse curso você vai aprender não só a prática do canto, mas a prática do ensino do canto em todos os aspectos: como preparar aulas, como lidar com diferentes alunos e as necessidades de cada um, como fazer seu aluno ou cliente entender melhor o que você quer que ele faça, como fazer atendimentos online, e ainda vai aprender a como encontrar evidência científica e informação de qualidade no mar de opiniões nem sempre bem embasadas que é a internet.

O curso é aberto a professores de canto, preparadores vocais, fonoaudiólogos, diretores de voz, regentes coral, otorrinolaringologistas, produtores vocais, cantores e demais interessados a aprender a lidar com cantores.

É um curso de certificação 100% online com 10 meses de duração + 2 anos de accesso ilimitado ao material e atualizações.

Além disso, temos encontros periódicos online, material de estudo e pesquisa e um super grupo de discussão no qual participam grandes profissionais da voz.

Além das minhas aulas tenho a honra de contar com a participação de alguns dos profissionais mais incríveis do país:
- Thays Vaiano - fonoaudióloga, falando sobre programas de condicionamento vocal 
- Filipe Lima - o educador físico, cantor e coach de voz de cantores como Xororó, Sandy, Rafael Bittencourt e muitos outros, falando sobre a integração do trabalho físico, postural e vocal.
 - Luciano Simões-Silva - professor de canto, pós doutor, falando sobre Belting
 - Michael Álex - professor de canto, falando sobre melismas e a voz no Gospel
 - Luísa Francesconi - mezzo-soprano e professora de canto, falando sobre canto lírico 
 - Andressa Marinoni - professora de canto e mestra em fonoaudiologia, falando sobre conjuntos vocais.
 - Luciano Neves - otorrinolaringologista, falando sobre saúde vocal e trabalho multidisciplinar com a voz
 - Leonardo Lopes - fonoaudiólogo, falando sobre as interações entre voz e retorno auditivo-motor
 - Connan Alves - professor de canto, falando sobre a voz no Blues
 - Ana Terra Pompeu - fonoaudióloga, falando sobre a voz rimada dos MC's
 - Gabi Fernandes - cantora e fonoaudióloga, falando sobre a voz na música sertaneja
 - Mirna Abou-Rafée - fonoaudióloga, falando sobre comunicação no trabalho com cantores
 - Paulo Moreno - professor de canto, falando sobre ornamentos vocais
 - Nicolás Hormazábal - professor de canto, falando sobre prátcas para o metal extremo
 - Flávia Caraíbas - fonoaudióloga e professora de canto, falando sobre resitência vocal, voz no axé , anamnese com o cantor 
 - Beatriz Lucci - diretora musical, falando de interpretação de canção
 - Fred Silveira - cantor, falando de canto no teatro musical
 - Monica Marsola - cantora e professora de canto, falando sobre o canto na música brasileira
 - Vera Medina - produtora, cantora e professora de canto, falando sobre produção vocal

Não perca tempo pois as vagas são limitadas!!

O Curso de Formação em Pedagogia e Ciência Vocal – Vocologia Prática – é um curso 100% online e foi desenvolvido pelo professor de canto e pesquisador Mauro Fiuza unindo conhecimentos e experiências na criação de uma formação abrangente e que fosse capaz de ir além de workshops e cursos de curta duração, que tendem a ser mais superficiais em razão do tempo.

Mauro Fiuza é professor de canto doutorando em Educação em Madrid/Espanha onde estuda educação vocal, análisis de voz e trabalha como assistente de pesquisa no Laboratório de Voz UNEDVoiceLab (www.unedvoicelab.com) com a professora portuguesa Filipa Lã. Também é professor convidado da Specialization Course in Pedagogy and Technology of Voice and Singing pela UNED/Madrid, ao lado de professores como Johan Sundberg, Filipa Lã, Sten Sternström e Brian Gill. É licenciado em música, mestre em fonoaudiologia pela PUC/SP. Estudou Ciência da Voz Cantada na Suécia com o Dr. Johan Sundberg; Vocalizações Extremas na Itália com a professora Eleonora Bruni; é certificado no método americano Somatic Voicework TM; e pós-graduado pelo CEV – Centro de Estudos de Voz. Atua como professor convidado nos cursos de pós graduação do CEV (CECEV e FIV), Faculdade Santa Marcelina (Pedagogia Vocal) e Faculdade Novo Horizonte (Vonz Cantada). Ministrou o curso Ver a Voz em diversos estados do Brasil, é integrante do grupo Vocal SP, membro fundador da PROCANTO (Associação Brasileira de Professores de Canto), coordenador do site do Dia Mundial da Voz (www.world-voice-day.org) e escreve sobre ciência vocal e canto no site www.estudiodevoz.com desde 2012.

Vocologia é o nome que se dá ao grupo de ciências que estuda a voz (laringologia, fonoaudiologia, fisiologia do exercício, acústica, psicoacústica, etc.), solidificando cada vez mais os avanços e investigações nessa área. Esse é um curso voltado a aplicação prática e criação de estratégias pedagógicas dos conceitos estudados na Vocologia e contém mais de 200 exercícios demonstrados e comentados para auxiliar na aprendizagem.

O objetivo do curso é formar cantores, professores de canto, vocal coaches, fonoaudiólogos, preparadores vocais, diretores musicais e demais profissionais da voz com conceitos sólidos e ferramentas práticas para o treino e desenvolvimento vocal baseados em evidência científica, sempre pautados em preceitos éticos e incentivando a autonomia desses profissionais.

Ao longo do curso você irá entrar em contato com diferentes pontos de vista sobre a técnica vocal, compreenderá as teorias, será capaz de reconhecer auditivamente e em software de acústica os tipos de voz, realizará na prática e será capaz de ensinar a terceiros os assuntos trabalhados.

São 10 módulos com conteúdo dividido entre material online pré-gravado, encontros virtuais e grupos de discussão.

O material ficará disponível em uma plataforma do curso pelo prazo de dois anos após o encerramento dos módulos, ou seja, você terá muito tempo para ver e rever o conteúdo e aproveitar as atualizações sem custo extra.

Além disso, são realizadas 2 videoconferências ao vivo por mês, à partir do módulo 1, para esclarecimento de dúvidas, treinos vocais e trocas de experiências entre alunos e professores. Esses vídeos também ficam disponíveis na plataforma para quem perdeu o encontro ou para assistir novamente quantas vezes quiser. 

Em todos os módulos são fornecidos artigos científicos e materiais complementares referentes ao que foi estudado.

Todos os participantes farão parte de um grupo de discussões para aprofundamento dos temas abordados.

O curso tem caráter de formação e certificação de profissionais, portanto, todos os módulos terão avaliação. Além disso, será incentivado que os participantes realizem treinos entre si, o que contribui para o aprendizado e desenvolve as habilidades pedagógicas.

Ao final do curso os participantes farão parte do grupo de professores certificados em Pedagogia e Ciência Vocal – Vocologia Prática, com divulgação na página  https://www.estudiodevoz.com.br/p/formados-em-pcv.html

FORMATO DO CURSO

·       9 módulos online com material pré-gravado + módulo inicial introdutório (módulo 0) + módulo complementar
·       Os módulos 1, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 serão lançados mês a mês com vídeos publicados periodicamente
·       2 encontros virtuais por mês de 2h de duração cada para treino e esclarecimento de dúvidas referentes a cada módulo
·       Os módulos 2 e 3 terão 1 mês e meio de duração, com 3 encontros online, para dar mais tempo de absorver o conteúdo, treinar e tirar dúvidas
·       Encontros virtuais serão sempre aos sábados e/ou domingos em horário escolhido por votação entre os alunos do curso


COMO SE INSCREVER? (formas de pagamento e valores)

Opção 1 - para pagamentos à vista e parcelado em até 10 x via depósito ou transferência bancária

1º - Clique neste link e preencha COM ATENÇÃO sua ficha de inscrição: FICHA DE INSRIÇÃO
2º - Aguarde o recebimento do contrato
3º - Envie o contrato e o comprovante de pagamento para o email: 
pedagogiaecienciavocal@gmail.com
4º - Pronto, é só entrar na plataforma utilizando os procedimentos que serão indicados por e-mail e aproveitar o curso.

Valor promocional até o dia 12/07
10 x de R$300,00 ou R$2.850,00 à vista
Valor depois do até o dia 13/07
10 x de R$400,00 ou R$3.850,00 à vista


Opção 2 - para pagamentos à vista e parcelado em até 12 x com cartão de crédito ou boleto (com juros)

1º - Clique neste link, siga os passos indicados: LINK PARA COMPRA DIRETA
2º - Pronto, é só aproveitar o curso

Até o dia 12/07
R3.300,00 à vista ou em até 12x com juros
depois do dia 13/07
R4.400,00 à vista ou em até 12x com juros


INÍCIO DO MÓDULO 1: 06/08 (módulo 0 já disponível)


Último dia para inscrições: 16/08/21


Para ver a Programação Completa clique na aba de Conteúdo no link: https://www.hotmart.com/product/formacao-em-pedagogia-e-ciencia-vocal-vocologia-aplicada/O15964192B

domingo, 17 de janeiro de 2021

A diferença entre 13 tipos de exercícios de trato vocal semi ocluído!

Olá, aqui é o Ian Gonçalves e eu vou falar sobre um tema interessantíssimo! A diferença entre 13 tipos de exercícios de trato vocal semi ocluído. Temos muitas possibilidades. Muitos tipos. O trilo de língua, trilo de lábio, o canudo de suco, canudo de pirulito, enfim, todos eles tem propriedades e reações únicas e saber o que cada um desses tem de diferente ajudará bastante na hora de escolher qual usar e quando usar. 


Em 2014 foi publicado um artigo escrito por Lynn Marxfield, Ingo Titze, Eric Hunter e Mara Kapsner-Smith chamado “Intraoral pressures produced by thirteen semi-occluded vocal tract gestures”.


Em resumo, a ideia principal era medir a pressão dentro da boca entre os 13 tipos escolhidos de ETVSO (sigla para “Exercício de trato vocal semi ocluído).



Antes de ver os resultados do estudo é interessante entender um pouco mais sobre “para quê eles servem”. Os ETVSO são principalmente usados pois os efeitos principais são reduzir atrito entre as pregas vocais, estimular uma produção vocal mais saudável, estimular uma maior eficiência entre fonte-filtro e maior poder acústico com menor esforço na voz.

Além disso foi visto por Guzman numa outra pesquisa, chamada “Laryngeal and pharyngeal activity during semioccluded vocal tract postures in subjects diagnosed with hyperfunctional dysphonia. 2013” que ETVSO levam para a produção vocal uma configuração de laringe mais estável, uma abertura mais estreita do tubo epilaríngeo (gerando maior poder acústico na região em volta do 4º formante) e um espaço faríngeo mais largo (o tal do espaço que tanto pedem pra nós abrirmos pra cantar).



Falando ainda sobre esse "espaço": Pedagogicamente falando, é muito útil fazer a pessoa executar alguma escala com a bochecha cheia de ar, deixando vazar só um pouquinho de ar pelos lábios. Isso vai levar o aluno a inflar seu trato vocal enquanto canta uma melodia e vai fazê-lo sentir e perceber muito bem esse espaço.


É bastante coisa, não é? Seria muito ruim (pra um cantor e para os alunos) desprezar esse tipo de técnica.


Enfim, o artigo!

O estudo da postagem de hoje é em relação aos diferentes efeitos desses exercícios na nossa voz.

O grupo de pesquisa pegou 30 exercícios diferentes para medir seus efeitos em 20 pessoas (10 homens e 10 mulheres) de diversas idades (de 20 a 72 anos). Todos eles com voz saudável e tendo feito no mínimo 1 ano de aula de canto. 


Os dados foram medidos com microfone condensador, EGG e por um aparelho medidor de pressão intraoral, da Glottal Entrerprises, chamado PT-25.


Os ETVSO analisados foram os da lista abaixo, e eles já estão organizados em uma ordem de menor para maior pressão intraoral. Essa pressão é a que a pessoa irá sentir ao usar cada um destes. É a pressão que ocorre dentro da boca, que faz parte do ar voltar e inflar o trato vocal.



  • /m/ (bocca chiusa)
  • /n/ (bocca chiusa)
  • /u/ (com biquinho)
  • Vocalize com Canudo Largo
  • /z/ (fricativo)
  • /j/ (fricativo)
  • Trilo de língua (algumas pessoas tiveram dificuldade)
  • /b/ (com bochecha cheia vazando um pouco de ar)
  • /v/ fricativo
  • Trilo de lábios (algumas pessoas tiveram dificuldade)
  • Canudo pequeno, com 3.5mm de diâmetro e 14.1 cm de comprimento
  • Raspberry (vibração de língua com ela pra fora, no lábio inferior)
  • Canudo comum (5mm) na água a 7cm de profundidade


Foi visto também que os valores foram diferentes entre cantores e não-cantores. Isso provavelmente se deve ao fato de que cantores treinados já possuem um controle maior da execução de cada exercício e fazem as coisas de forma mais consciente.

Segundo esse artigo, por exemplo, soprar num canudinho fino gera uma pressão maior do que fazer uma vibração de lábios.

Existe um exercício superior ao outro então? Não. Cada exercício tem um efeito específico e deve ser usado com consciência para atingir os objetivos desejados. A vibração de lábios, por exemplo, além de auxiliar na manutenção do fluxo de ar, auxilia a relaxar os músculos da face. O Raspberry ajuda a relaxar a base da língua, etc. Coisas específicas que devem ser pensadas de forma estratégica para resolver os problemas dos alunos.

Existe também uma relação dessas pressões com os modos de fonação. Por isso é muito importante estudar e se capacitar nesse assunto, pois ele costuma ser muito eficiente e resolver muita coisa. (O curso PCV, deste site, coordenado pelo Mauro Fiuza, tem um módulo inteiro de um mês só pra tratar desse assunto).

Esse artigo nos deixa evidências de que os ETVSOs variam significantemente entre eles, levantando a questão: “Qual é o melhor?”, “qual é o mais adequado para cada coisa?”, etc.

Eles são excelentes para diversos tipos de treino. Tanto para aquecimento, quanto para treino de técnica, quanto para treino de condicionamento. Se for bem usado, trará resultado reais e incríveis no trabalho vocal. Não é “só marketing” quando temos tantas evidências a favor. Nesse artigo e em outros foi mostrado como eles realmente são eficientes.


O mais importante, para o professor, é buscar algum curso que o capacite em usar esse tipo de técnica. O PCV, do Mauro Fiuza, faz isso com excelência. Entre em contato para saber sobre abertura de uma nova turma.


Nos vemos num próximo texto!


Ian Gonçalves,

@IanGGoncalves / ian.voz@icloud.com

sábado, 2 de janeiro de 2021

Exercícios com canudo e evidências científicas

Oi pessoal, aqui é o Ian Gonçalves e trago mais uma postagem pro site.

Como estamos em tempos onde pessoas influentes falam que exercícios de trato vocal semi ocluído “são tudo marketing e não funcionam”, torna-se necessária uma maior divulgação científica sobre esse assunto. Estou aqui para dar argumentos contrários a essa ideia e esse artigo vai ajudar nisso. (Quando esse tipo de disputa desnecessária acontece, deixe para a ciência resolver, como já disse o Mauro Fiuza uma vez aqui no site, no artigo sobre fisiologia).

Em tempos recentes foi publicada uma tese de doutorado escrito por Greta Wistbacka, chamada Oral pressure and flow feedback components in semi-occluded vocal tract exercises

(Esse tema é bastante desenvolvido no curso do Mauro Fiuza sobre Pedagogia e Ciência Vocal.)

Eu vim trazer alguns pontos interessantes sobre um capítulo desta tese, que falou justamente sobre exercícios com canudo no ar. “Canudo no ar” se refere a exercícios com canudo sem que eles estejam. submersos em um recipiente com água, por exemplo.

Nesses casos, o principal fator que determina os efeitos desses exercícios é o diâmetro dos canudos. Ou seja, se ele é mais fininho ou não.

Estudos foram feitos analisando diversas categorias de efeitos nas pessoas que usam esses exercícios e agora vou listar eles aqui, de acordo com a tese publicada por Wistbacka. Lembrando que, segundo mencionado por Ayssa Santos (2020) em artigo, é importante fazer exercícios de trato vocal semi-ocluído por pelo menos 1 minuto para que ocorram efeitos na voz.

“Pressão retroflexa”:



Nesses exercícios, a resistência no fluxo de ar tem relação com a pressão que volta para dentro do trato vocal, causada pela semi oclusão ao ter que soprar por um canudo. Como o canudo não muda de tamanho e largura durante uma escala, ele oferece uma resistência fixa o tempo inteiro e isso é muito útil para treino de técnicas vocais, pois não dá pra “roubar nos agudos”. hehe

Se o canudo for mais fino, a pressão de volta é maior. Isso é abordado com muitos detalhes num artigo de Marxfield que irei comentar aqui mais pra frente no site.

Como foi investigado por Conroy et al (2014), fonação com canudo leva a uma redução no índice de Phonation Threshold Pressure (PTP). Esse nome se refere ao mínimo esforço necessário para se produzir um mesmo som. Abaixar esse índice é um objetivo valioso, pois conseguir fazer um mesmo som com menos esforço e atrito vai levar a uma maior saúde vocal, menos fadiga e maior controle e flexibilidade da voz. Quando a dificuldade e o cansaço diminuem, conseguimos fazer mais coisas com a voz, não é mesmo?

Trato Vocal:

Após investigações feitas por Guzman usando EGG, tomografia e ressonância magnética, alguns efeitos foram observados em cantores após exercícios com canudos no ar.

  • Maior espaço na cavidade oral;
  • Maior espaço faríngeo;
  • Maior espaço no tubo epilaríngeo
  • Redução no espaço velar
  • Palato se mantendo elevado 
  • Maior volume das cavidades orofaríngeas
  • Acréscimo no comprimento do trato vocal
  • Redução da posição vertical da laringe (abaixamento)
  • Fechamento da passagem nasofaríngea (tirando a nasalidade da voz)
Os benefícios são muitos!
Aqui deixo uma observação: Todos esses benefícios acima foram relacionados ao trato vocal em si e não à prega vocal. Isso em si já se contrapõe a certas ideias de que esses exercícios de trato vocal semi-ocluído (ETVSO) só servem para treinar o condicionamento das pregas vocais, dos músculos da laringe e mais nada. Como essa ideia é disseminada, essa observação é importante de ser feita.

Efeitos Acústicos:


Um termo mais acadêmico para essa “pressão retroflexa” é a “impedância”. Efeitos acústicos foram observados após exercícios com ETVSO. Um deles é um boost acústico na região dos formantes 3, 4 e 5, chamado por muitos de “região do twang”. Esse efeito, com alguns ajustes (e muito treino), pode levar ao que é chamado de “formante do cantor”. Um bom uso desse resultado acústico dá um poder muito grande na voz sem que a pessoa precise fazer mais força pra cantar. Segundo J. Sundberg, um uso muito eficiente dos formantes pode aumentar o volume de uma voz em até 100x sem que a pessoa precise aumentar o esforço.

Segundo Story et al (2000), adicionar um tubo artificial ao nosso trato vocal irá afetar todo o comprimento do mesmo, mudando o local de sensações das ressonâncias. 

Outro efeito foi que, em canudos mais largos, foi detectado o efeito de redução no consciente de contato das pregas vocais. Ou seja, houve uma redução no atrito entre as pregas vocais para se produzir um mesmo som (ou até melhor. Afinal, um canto mais conforto pode muitas vezes resultar num som “mais bonito”).

Uma outra observação foi feita em 1992 por Laukkanen: Um aumento de 1 a 3 dBs no som após exercícios com canudo. Isso. corresponde a uma sensação acústica de aproximadamente “dobrar o volume”. Esse foi um efeito imediato na voz, sem um aumento de esforço.

Aqui vale uma outra observação pedagógica: 

Estamos em tempos onde é disseminado o “canto de volume reduzido”, onde o cantor canta “baixinho e saudável” e o cantor confia que o microfone vai fazer esse baixo volume ser ouvido por todos.

Há uma problemática nessa questão: Conforme um cantor vá se tornando mais eficiente, há a possibilidade de que seus sons emitidos fiquem mais potentes, ou seja, mais altos. Esse efeito acontece por causa de uma maior eficiência na manipulação do trato vocal, que manipula e estimula ressonâncias, podendo amplificar o som produzido sem que tenha um aumento no esforço (como foi visto acima).

Nesse caso, se não tivermos cautela, corremos o perigo de estarmos “corrigindo” um ponto que não está precisando de correção, mexendo na técnica de um cantor que está cantando “alto demais” por estar sendo muito eficiente e não necessariamente “berrando”. 

Uma técnica muito eficiente pode trazer um maior poder acústico na voz do cantor. Ao tentarmos “corrigir” isso, caímos no risco de atrapalhar uma técnica saudável e bem ajustada de um bom cantor e acabar aumentando a tensão dele. Acabaríamos fazendo ele “reduzir volume” apertando e tensionando tudo, sendo que ele na verdade estava com uma técnica saudável e em dia.

Logo, sabendo disso, devemos tomar cuidado para saber diagnosticar corretamente. “O cantor está cantando meio alto... Seria tensão ou eficiência?” Saber responder essa pergunta irá te impedir de cometer alguns erros na hora de cuidar da voz de um cantor.

Enfim... Muita coisa, não é? E essas informações são apenas algumas. Existe tanta evidência científica disponível a favor dos ETVSOs que poderia ser crime dizer que eles não funcionam e não são úteis para ensinar técnicas vocais.

Sinta-se a vontade para pesquisar e ler artigos sobre esse tema. No site do Journal of Voice tem artigos para uma vida inteira só sobre isso.

Uma observação importante:

Esse artigo trouxe evidências científicas para defender o uso de ETVSO,  mas não ensinou sobre seu uso correto. O objetivo desse artigo foi mostrar evidências de que eles são realmente importantes e muito úteis. Não é recomendável fazer uso de ETVSO sem um treinamento adequado para isso. O curso do Mauro Fiuza ensina e capacita os alunos ao uso dessa categoria de exercícios.

Eles, se usados de forma errada, não atingem os objetivos desejados e ainda podem trazer danos para o cantor.

Faça aulas com alguém habilitado a usá-los, ou habilite-se.


Fico por aqui e até a próxima!

Ian Gonçalves (@IanGGoncalves / ian.voz@icloud.com)

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

Gargarejo como pré aquecimento para voz!

Olá!

Aqui é o Ian Gonçalves e acabo de trazer mais um aprendizado interessantíssimo para nossa coluna #CantoComEvidência (hashtag que usarei no instagram também para divulgar esses posts).

Em 2020 foi publicado no Journal of Voice um artigo feito por Amabelle Ayssa, Patrícia Balata, Geová Oliveira de Amorim, Ana Clara Amorim, Hilton Justino e Leandro Pernanbuco, chamado Effects of Voiced Gargling on the Electrical Activity of Extrinsic Laryngeal Muscles and Vocal Self-assessment.


E que nome enorme! Traduzindo de forma mais simplificada, ficaria “Efeitos do gargarejo com voz na atividade dos músculos extrínsecos da laringe”.


Vou comentar também alguns pontos interessantes ditos no artigo. O primeiro ponto importantíssimo é que “a mobilidade das pregas vocais resultam da ativação de complexos grupos de musculaturas intrínsecas e extrínsecas, além da participação do fluxo de ar pulmonar e dos efeitos aerodinâmicos da fonação.”


É muita coisa envolvida na nossa voz. Não é apenas assunto de pregas vocais e laringe. O corpo é um conjunto  que funciona muito bem se usado com boa sinergia entre todas as suas partes.


Um dos principais alvos de um Exercício de Trato Vocal Semi Ocluído é aumentar a eficiência da interação entre fonte (prega vocal) e filtro (trato vocal), além de reduzir níveis de atrito entre as pregas vocais para um mesmo som, minimizando os riscos de lesões e fadigas.


E advinha só... O gargarejo é também um exercício de trato vocal semi ocluído! Professores de canto não podem ver uma micro oportunidade de criar um novo tipo de treino que já estão lá testando.


O gargarejo pode ser feito com voz ou sem voz. E é por isso que eu coloquei “Gargarejo Musical” no título. 


Segundo o artigo, a barreira de água que o gargarejo cria mobiliza a mucosa das pregas vocais, o velo e a base da língua de forma a estimular uma expansão do trato vocal e também um “efeito massagem” nos pilares da faringe. “Efeito massagem” é um tema interessante para se falar futuramente. 


O gargarejo, em pesquisas anteriores, tem indicado efeitos como uma melhora na frequência fundamental, aumento na intensidade e também uma emissão mais clara e confortável. São efeitos bastante desejáveis para um cantor, não é?


Ele também pode ser usado para incentivar a fonação fluida, que é uma fonação mais saudável, confortável e leve (você pode ver o artigo sobre Modos de Fonação clicando aqui). É a fonação com maior “economia vocal” (se fizer direito hehe) e, apesar de nem todos cantarem com esse tipo de voz, ela é muito útil para começar um aquecimento vocal com o pé direito.


Uma coisa importantíssima citada no artigo é que a qualidade da voz é indiretamente modificada pelas ações dos músculos extrínsecos da laringe. Entenda: O seu professor não está gastando tempo de aula à toa quando para tudo pra fazer algum alongamento para soltar a tensão no seu pescoço. hehe


Aliás, alguns casos sérios de disfonia (leia-se “problemas vocais”), principalmente causados por usos inadequados da voz, podem estar associados a um sobre-uso desses músculos. Eles, causando tensão desnecessária, elevam a altura da laringe além do necessário e podem causar dores em volta da laringe (aliás, enxaquecas também).



Então, uma dica: Nos seus treinos, busque sempre cantar sem deixar os músculos e veias saltando loucamente pra fora. Se conseguir, é um sinal de canto sólido, consciente e relaxado.


E o artigo?

Então, sabendo de todas essas coisas, 20 pessoas entre 20 e 56 anos participaram de um experimento para medir os efeitos do gargarejo na musculatura extrínseca. (Metade deles possuíam problemas vocais).


O experimento consistia em fazer 1 minuto de gargarejo com uma nota grave e confortável na vogal /u/, com nota sustentada, com pausas durante o tempo (pois é impossível fazer isso por um minuto seguido hehe).


A atividade da musculatura supra-ióidea (embaixo da língua) e infra-ióidea foi medida por eletrodos (antes, durante e depois do exercício).


E os resultados?

Os resultados foram diferentes entre quem tinha problemas vocais e voz saudável. Apesar disso, todas as atividades musculares caíram após os exercícios. Obs, nos resultados observados, a atividade muscular caiu mais significantemente nos supra-ióideos. Os resultados e a % de relaxamento muscular variaram do lado esquerdo e direito da laringe, o que sugere a possibilidade de uma falha no experimento. E realmente houve uma falha. No final do artigo ela é mencionada:  Os participantes não ficaram perfeitamente alinhados para fazer os testes. Apesar disso, essa falha não é capaz de invalidar a pesquisa e as conclusões. 


Mesmo assim, a falha é exposta pelos próprios autores, pois a ciência precisa ser sempre 100% transparente e livre de egos. 


Outro efeito percebido pelos dois grupos (pessoas com problemas vocais e pessoas com voz saudável) foi uma maior qualidade vocal e um maior conforto na voz depois do exercício.


Uma das possíveis explicações é que, ao fazer o gargarejo, a posição estimule um alongamento da musculatura extrínseca. Essa musculatura dá suporte para os músculos intrínsecos encurtarem ou alongarem as pregas vocais, além de afetar a participação dos articuladores do nosso trato vocal. Logo, se a tensão desses músculos cai, é bem favorável para cantar.


Os efeitos de 1 minuto deste “gargarejo musical” levam essas musculaturas extrínsecas a um maior relaxamento e, por consequência, a um canto mais relaxado e saudável. 


O suave e consistente fluxo de ar que é estimulado pelo exercício estimula um relaxamento nas musculaturas da produção da voz pois, se estiver tenso, o gargarejo vai começar a falhar. Um outro efeito do exercício é que ele induziu a voz para um estado de maior clareza e qualidade.


Foram reportados efeitos como:


  • Voz mais “aberta”;
  • Voz mais “clara” (no sentido contrário ao da “voz fosca e opaca”)
  • Menos esforço pra falar

Todos esses efeitos são bem comuns em exercícios de trato vocal semi ocluído.


Essa musculatura extrínseca não produz a voz, mas está o tempo todo participando indiretamente. Ela é responsável pela manutenção da posição da laringe, pelo enrijecimento do pescoço, pela estabilidade na voz e por maior conforto vocal.


Nunca deixem de pensar na musculatura extrínseca. Ela é essencial para uma boa produção vocal.

“É possível que o gargarejo ajudou a reduzir o nível de tensão muscular e, por causa disso, levou a uma produção mais relaxada do mesmo som”, disse no próprio artigo


Ou seja, você  é levado a fazer a mesma coisa só que com menos esforço e isso leva seu canto para um patamar mais saudável.


Concluindo:

Se você soubesse de um exercício que só gastasse 1 minuto e que reduzisse bastante a tensão da musculatura extrínseca, não gostaria de usá-lo antes de aquecer?

Que tal fazermos testes em casa e depois relatarmos aqui nos comentários os efeitos sentidos  pelo exercício? Meus alunos gostam muito. Tente você também!


É um minuto que pode ajudar todo o treino a ser mais eficiente.


Muito obrigado e até a próxima!


Ian Gonçalves,

@IanGGoncalves

ian.voz@icloud.com

domingo, 20 de dezembro de 2020

Shaker para aquecimento da voz! Funciona?

 

Shaker para aquecimento e treino vocal em aula de canto.

Olá! Aqui é Ian Gonçalves e irei falar um pouco sobre esse aparelho tão usado recentemente nos exercícios de canto.

Esse ano foi publicado por Anne-Maria Laukkanen, Jaromír Horáček e Vojtěch Radolf um estudo chamado SHAKER: PRELIMINARY OBSERVATIONS OF A POTENTIAL DEVICE FOR VOICE TRAINING AND THERAPY.

Basicamente, a proposta era investigar e observar os efeitos do Shaker em aquecimentos vocais. Será que é perigoso? Será que tem alguma vantagem ao usar ele pra cantar? É algo permitido só para fono?
    

Exercícios de Trato Vocal Semi Ocluído. O que são?

O foco deste post, especificamente, não será para aprofundar na definição de “trato vocal semi-ocluído”, mas é importante colocar pelo menos alguma explicação pra você, que está lendo, ter uma noção do quão maravilhosos são esses tipos de exercícios vocais.
O nome já explica bem o que o isso envolve: “Exercícios com a boca quase fechada”. Isso resume de forma bem superficial, mas por enquanto basta.

Boca quase fechada? Como assim? Bom... Você já deve ter feito algum aquecimento com vibração de língua, canudo na água, canudo no ar, ou cantado com um loooongo /Vvvvvvvvvv/ alguma vez na vida.


Esses exercícios são feitos de forma a colocar algum “obstáculo” na saída da voz.  Ao invés de cantar uma nota com o bocão aberto, você precisa cantar essa nota e ainda fazer os lábios vibrarem, ou produzir bolhas com um canudo dentro de uma garrafa, etc.

E qual a utilidade disso, afinal? Pra que que eu vou querer treinar balançando lábios se na hora do show  eu vou é abrir o bocão?

Bom, esse tipo de exercício é pra ser usado em treino e aquecimento, não em performances (mas isso também não está proibido, apesar de ser meio estranho hehe). Quando você faz uma nota com a boca semi ocluída, uma pressão é formada na saída, fazendo uma força de volta, contra a prega vocal (literalmente uma pressão de trás pra frente). 

Cada tipo de semi ocluído gera um nível de pressão de volta. Existem diversos tipos deles e cada um, por ter um efeito único, pode ser usado para fins únicos também. Por isso é importante ser orientado por um profissional capacitado nesse tipo de técnica, para não fazer nada errado, prejudicial, ou à toa.

Essa pressão dentro da boca que o exercício gerou faz com que a prega vocal consiga vibrar mais fácil e com menos atrito, sendo um ótimo treino de técnica, extensão, condicionamento, drives, etc, pois ele te faz treinar uma função com economia de atrito.

Segundo Marcelo Saldías e Marco Guzman (2020) num artigo sobre os efeitos imediatos dos exercícios vocais com canudo na água, um exercício de trato vocal semi ocluído reduz o nível de esforço mínimo necessário pra produzir um som. 

Isso foi chamado por eles de “economia vocal”. Eles também disseram que, após uns minutos de treino usando este tipo de exercício (“canudo na água” no caso da citação que acabei de usar), os efeitos dele tendem a ir para a voz cantada.
Ou seja, após um tempo de exercícios usando esse tipo de técnica, você pode abrir o bocão e aproveitar seus efeitos agora sem o canudo, ou shaker, ou lábios vibrando.

Uma das conclusões do artigo foi que, se o exercício de trato vocal semi ocluído, num aquecimento, leva a voz para um estado de economia vocal, ele é um tipo de aquecimento muito eficiente. Afinal, fazer o mesmo som com menos desgaste é um objetivo bastante desejável, não é mesmo?

Enfim, SHAKER!
Shaker é um aparelho que foi feito para auxiliar a tirar catarro do pulmão e da traquéia. Ele não foi desenvolvido pensando em cantores, mas nós não temos limites quando se trata de ser criativo pra inventar coisas pra treinar canto hehe


O shaker, ao ser usado como exercício de canto, se torna um “exercício de trato vocal semiocluído de dupla fonte”. E assim o nome fica maior ainda hehe
E o que quer dizer dupla fonte? Simples: Tem mais uma fonte de vibração além da prega vocal. Exercícios com o Shaker fazem com que, além de vibrar a prega vocal, a pessoa precise fazer vibrar a bolinha que tem na ponta dele.

Isso aumenta a dificuldade, pois, com um obstáculo desses é necessário mais ar. E fazer essa bolinha de alumínio vibrar não é a coisa mais fácil do mundo hehe

Logo, a missão é conseguir fazer uma nota + mandar ar suficiente pra girar essa bendita bolinha, que não é nada fácil, durante o som.

Isso já nos traz alguma ideia de como ele poderia ser útil, não?

Se é preciso bastante ar pra vibrar a bolinha, e você precisa conseguir fazer um vocalize dessa forma, já dá pra imaginar que esse exercício vai estimular um bom fluxo de ar.
Um bom fluxo de ar é também oposto a cantar com tensão e constrição.

E o que o estudo citado lá no início concluiu?

Prós:
  • Cantar com o Shaker estimula um maior funcionamento dos músculos expiratórios, pois é preciso de um apoio mais eficiente para fazer a bolinha girar com regularidade durante o vocalize.
  • Faz com que “cantar tenso” seja uma tarefa impossível (desde que use corretamente).
  • Ajuda a pessoa a cantar com a cabeça numa posição melhor, pois se sair da posição, seja pra cima, ou pra baixo, a bolinha deixa de balançar.
  • Faz com que fique muito fácil atingir agudos (pois, com a absurda redução de tensão no articulador laríngeo, se torna muito mais fácil subir para notas super agudas).
  • A voz fica mais fácil e mais “potente” após um treino com o aparelho.

Contras:

  • Pode causar um ressecamento e cansaço dos músculos adutores após um uso muito prolongado, pois o fluxo de ar é muito alto. Logo, use apenas como uma parte do treino. 

O estudo é muito preliminar, mas já foi mostrado que há benefícios em usar esse aparelho para treino e preparação da voz cantada. 
Se ele estimula um canto com muito fluxo de ar, é importante então pensar em quais técnicas se beneficiariam mais disso. Nem toda técnica vai usar um modo de fonação tão relaxado. No texto sobre os diversos tipos de semiocluídos eu vou explicar esse assunto.

E esse tipo de exercício é restrito apenas para fonoaudiólogos ou qualquer um pode usar?

Ô perguntinha perigosa. A resposta é: Não, o shaker não é restrito a fonos. E sim, qualquer um pode usar, afinal, não existe nenhuma lei proibindo alguém de soprar um canudo na água. MAS, importantíssimo, evite fazer qualquer coisa sem treinamento e instrução adequadas, pois aí o resultado pode ser qualquer coisa, menos o que você gostaria. É totalmente possível se machucar e causar danos se for usar um negócio desses do jeito errado.

Mas... Se o professor for treinado e capacitado a usar e trabalhar com esse tipo de exercício, ele tem todo o direito de aplicar em aula.
Então fica um alerta. Cuidado: Se não sabe usar, não use. Não seja auto-didata com exercícios de trato vocal semiocluído, principalmente com os que usam aparelhos. 

Eles são maravilhosos, mas busque um professor que tenha capacitação para fazer um bom trabalho com eles.

Então qual o veredicto? Ele serve para aquecimentos e treinos vocais? Foi visto que sim! Que tenhamos cada vez mais pesquisas sobre este e muitos outros aparelhos de trato vocal semiocluído.

O objetivo desse texto, que era resumir o estudo científico sobre o uso do Shaker na voz cantada e explicar de forma fácil e didática pra quê que ele serve, está cumprido. 

Nos vemos em algum outro post. Não sei com que regularidade farei esses textos, mas a ideia é resumir meus aprendizados com artigos científicos sobre ciência da voz e colocar aqui de forma simples e fácil. De vez em quando até com alguma piadinha hehe

O importante é que a ciência seja divulgada de forma responsável, com fontes, bibliografias e bastante embasamento.

Até a próxima,

Ian Gonçalves

(@IanGGoncalves no Instagram e ian.voz@icloud.com no email)




Colaborações com o site

Olá, pessoal


Agora o nosso site terá três grandes novidades:


1 - Está aberta uma aba com uma lista dos profissionais de voz que fizeram e se formaram no meu curso de Pedagogia e Ciência Vocal. Essa lista irá aumentando aos poucos, e todos ali são recomendados e têm uma capacidade incrível de trabalhar com cantores.

Confira clicando AQUI


2 -  Não estarei mais sozinho escrevendo aqui no blog, além das participações que aparecem ocasionalmente, teremos um novo autor colaborador, se trata do professor de canto Ian Gonçalves, que se formou no meu curso de formação e que, como eu, tem uma grande vontade de conhecer cada vez mais sobre voz e canto e repassar os aprendizados ao maior número de pessoas possível. O professor Ian irá escrever sobre artigos e pesquisas, trazendo resumos e explicando o efeito prático desses estudos, como sempre foi feito aqui no site, porém falando de uma publicação de cada vez, será uma excelente oportunidade de levantar debates e atualizações no nosso meio


3 - A terceira novidade é algo que há anos é desejo de muitos professores de canto e que juntos estamos transformando em realidade. Agora, em dezembro de 2020, durante a pandemia da COVID-19 conseguimos, finalmente, reunir tempo, disposição e interesse e fundamos a PROCANTO, Associação Brasileira de Professores de Canto. Dentre os muitos objetivos da associação, está a união dos professores de canto do país de todos os gêneros musicais e de todas as filosofias de ensino que sejam honestas, além da disseminação de informações e práticas que auxiliem a todos os envolvidos. Ainda há muito trabalho a ser feito e esse é apenas o começo, mas esse importante passo já foi dado. Este site apoia e deseja um futuro brilhante á PROCANTO. 

Para mais informações, confira em www.procanto.com.br


Este site manterá seu foco na divulgação grátis e compromissada de informação relevante e contará ainda mais com conteúdo plural de qualidade e com um novo gás!


Espero que desfrutem dessa nova etapa!!